Portanto, Senhor, Tu que dás o entendimento da fé, concede-me que, quanto sabes ser-me conveniente, entenda que existes como acreditamos e que és o que acreditamos. E na verdade acreditamos que Tu és algo maior do que o qual nada pode ser pensado. Acaso não existe uma tal natureza pois o insensato disse no seu coração: não há Deus. Mas com certeza esse mesmo insipiente, quando ouvir isto mesmo que digo, algo maior do que o qual pode ser pensado, entende o que ouve e o que entende está no seu intelecto ainda que não entenda que isso exista. Com efeito, quando o pintor concebe previamente o que vai fazer, tem isso mesmo no intelecto, mas ainda não entende que exista o que não fez. Mas quando já pintou, não só o tem no intelecto como entende que existe aquilo que já fez. E, de facto, aquilo maior do que o qual não pode ser pensado não pode existir apenas no intelecto. Se está apenas no intelecto pode pensar-se que existe na realidade, o que é ser maior. Se, portanto, aquilo maior do que o qual não pode ser pensado está apenas no intelecto, aquilo mesmo maior do que o qual nada pode ser pensado é aquilo relativamente ao qual pode pensar-se algo maior. Existe, portanto, sem dúvida, algo maior do que o qual não é possível pensar-se não apenas no intelecto mas também na realidade.
«Every afternoon, as they were coming from school, the children used to go and play in the Giant's garden.»
25 de novembro de 2006
ai, meu Santo Anselmo, alumiai-me!
Portanto, Senhor, Tu que dás o entendimento da fé, concede-me que, quanto sabes ser-me conveniente, entenda que existes como acreditamos e que és o que acreditamos. E na verdade acreditamos que Tu és algo maior do que o qual nada pode ser pensado. Acaso não existe uma tal natureza pois o insensato disse no seu coração: não há Deus. Mas com certeza esse mesmo insipiente, quando ouvir isto mesmo que digo, algo maior do que o qual pode ser pensado, entende o que ouve e o que entende está no seu intelecto ainda que não entenda que isso exista. Com efeito, quando o pintor concebe previamente o que vai fazer, tem isso mesmo no intelecto, mas ainda não entende que exista o que não fez. Mas quando já pintou, não só o tem no intelecto como entende que existe aquilo que já fez. E, de facto, aquilo maior do que o qual não pode ser pensado não pode existir apenas no intelecto. Se está apenas no intelecto pode pensar-se que existe na realidade, o que é ser maior. Se, portanto, aquilo maior do que o qual não pode ser pensado está apenas no intelecto, aquilo mesmo maior do que o qual nada pode ser pensado é aquilo relativamente ao qual pode pensar-se algo maior. Existe, portanto, sem dúvida, algo maior do que o qual não é possível pensar-se não apenas no intelecto mas também na realidade.
4 de novembro de 2006
o nosso tempo é tempo de pecado organizado
CANTATA DA PAZ
Vemos, ouvimos e lemosNão podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Nós, o povo de Deus,
Reunidos imploramos
A graça da Paz
A graça da paz
Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror
A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinza
A carne das crianças
O corpo humano foi
Queimado em Buchenwald
O corpo humano foi
Queimado em Buchenwald
Os países inventam
Bombas e prisões
A máquina produz
Perfeitas sujeições
E no terceiro mundo
Nos campos e na rua
A fome continua
A fome continua
D'África e Vietnam
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nos caminhos da terra
Os mapas continuam
De fome e sujeição
E continua a guerra
O cântico da flauta
E a música do banjo
Não podem apagar
O concerto dos gritos
Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é tempo
De pecado organizado
2 de novembro de 2006
15 de outubro de 2006
«Aquilo que é» é «Ele que é»
Étienne Gilson, Deus e a Filosofia
12 de outubro de 2006
4 de setembro de 2006
3 de julho de 2006
Leitura: vocação ou obrigação
Encontrei na Semana Médica um interessante artigo de opinião do Psiquiatra Pedro Afonso acerca da leitura, do qual passo a transcrever o mais importante.
Recentemente, Saramago chocou o país declarando o Plano Nacional de Leitura como infrutuoso, alegando que ler sempre foi e será coisa de uma minoria.
Estas palavras são compreensíveis, pois são poucas as pessoas que lêem regularmente, sendo o índice de leitura dos portugueses dos mais baixos da Europa.
A leitura não pode ser imposta por decreto-lei. O gosto pela leitura é portanto uma vocação. Porém, ninguém pode sentir-se atraído por algo que nunca conheceu verdadeiramente.
Nos dias de hoje as crianças vêem televisão e jogam no computador muito antes de aprenderem a ler. Por isso, torna-se importante limitar o tempo de computador e televisão de que elas usufruem. Elas precisam de estimular a imaginação através de jogos, para que mais tarde façam facilmente a transição para a leitura. Ou seja, é imprescindível exercitar dois aspectos fundamentais para ler: a imaginação e a capacidade para estar sozinho − porque ler é um acto solitário.
Um dos aspectos positivos da leitura é o enriquecimento da linguagem. Esta característica traz-nos inúmeros benefícios uma vez que se não conseguirmos exprimir-nos de forma adequada, o pensamento fica limitado e a compreensão da realidade muito difícil. Além disso, os livros ao permitirem descobrir o mundo de outras pessoas, possibilitam-nos através desse confronto um melhor conhecimento de nós próprios.
A leitura, tal como o cinema ou o teatro, desbanaliza a vida, dando-lhe profundidade e incitando à reflexão. Mesmo assim é errado pensar que ler muito é sinónimo de possuir uma cultura superior. Existem muitas pessoas que apesar de lerem abundantemente, depois não conseguem filtrar a informação, nem estruturar o saber; são os «leitores-esponja».
Por conseguinte, nem todos aqueles que têm hábitos de leitura aproveitam aquilo que lêem, nem os outros, que raramente pegam num livro, devem ser rotulados como uma espécie de «homens de Neandertal».
28 de junho de 2006
25 de junho de 2006
A beleza modulada nas palavras
A água fria murmura através dos ramos
das macieiras; toda a terra está sob a sombra
das roseiras; e das folhagens a estremecer
escorre o sono.




